Junkembo Restaurant & Terrace: Elegância e Bom Gosto na Mutamba Restaurantes

Junkembo, Mutamba, Luanda - Luanda
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 08/05/2018

 


27 de Abril 2018


Publireportagem


Durante anos, a noite e o convívio na baixa de Luanda – concretamente na Mutamba – simplesmente não existiam. Depois do expediente, as pessoas fogem desta zona para bairros mais alegres, mais iluminados, mais convidativos: Ilha do Cabo, Maculusso, Maianga. E a Mutamba vira deserto.

Felizmente, com a abertura de certos restaurants, esta tendência começa a mudar. Resplandecente no seu edifício vermelho, um antigo armazém do tempo colonial convertido agora em espaço de lazer, o novo Junkembo Restaurante & Terrace nasce do sonho de um casal que vive e trabalha em Luanda.

“Sentimos falta de um espaço como o Junkembo no centro de Luanda,” conta-nos a proprietária, Rita Camolas. “Aliamos a boa comida a um espaço agradável com terraço, onde num final do dia podemos reunir com amigos ou família num ambiente descontraído.”

Contra a maré, não só económica como também cultural, o Junkembo procura agora devolver um pouco de vida à Mutamba. E pelos indícios iniciais, a aposta tem sido bem recebida pelos luandenses. “Felizmente, fomos muito bem recebidos,” confirma Rita. “Só temos a agradecer aos nossos clientes.”

O Espaço

O restaurante Junkembo está dividido em dois ambientes: a sala de jantar, no piso térreo, e o terraço, ao ar livre. No terraço servem-se cocktails e petiscos; as refeições mais robustas são servidas apenas na sala de jantar.

A decoração deste lugar – tanto o terraço como a sala principal – é um dos pontos seus pontos fortes. É uma decoração que denota bom gosto, uma decoração que se faz notar pela sua elegância e simplicidade. A sala de jantar tem um pé direito alto que nos oferece a sensação de grandeza e amplitude; a luz natural entra pelas enormes janelas mesmo entre o cortinado e ilumina as mesas de madeira.

No Junkembo, as paredes são vivas. Pintadas de branco ou em tons de cinza, uma delas contem terrários pendurados, enquanto que outra foi transformada numa pequena garrafeira. A que talvez chama mais atenção é a que acolhe uma obra de arte exclusiva de Thó Simões, à venda para o público. Quando for vendida, será substituída por outra, feita por outro autor local. Faz parte do ethos do restaurante.

Diz-nos a proprietária: “Tudo o que encontra no Junkembo de decoração foi feito em Angola e pretendemos com isto, e não só, que o espaço tenha uma imagem representativa da terra. Para isso também temos uma parede onde iremos todos os meses expor peças de arte de diferentes artistas nacionais. Gostaríamos de certa forma de contribuir para divulgação da cultura e arte nacional.”

No Terraço vemos um ambiente ecléctico: bancos corridos, mesas de madeira, pequenas “cabanas” se assim as podemos chamar, e um segundo bar. Em noites de jogos de futebol o mesmo é projectado numa das paredes, e de vez em quando aparece um DJ que anima um pouco mais a coisa. O terraço abre ao público a partir das 17h00.

“Com o nosso espaço pretendemos fazer com que os nossos clientes se sintam em casa, criando um ambiente descontraído e com um toque de sofisticação,” explica-nos Rita.  “Pretendemos que seja um espaço alegre, respeitando o próprio significado de nkembo (alegria). As iniciais JU são uma homenagem a uma grande senhora que temos o privilegio de conhecer, e que também irradia alegria apesar da sua idade avançada!”

A Gastronomia

A cozinha do Junkembo, liderada pelo chef angolano Pedro Espanhol, é focada em sabores que nos são familiares. É uma cozinha com forte influência portuguesa, mas onde sobressaem alguns apontamentos angolanos, asiáticos e sul-americanos. É, portanto, um menu diverso. “Uma junção de diferentes sabores do mundo,” confirma o chef. Entre as entradas encontramos sugestões como ceviche, guacamole com banana frita, e croquetes de alheira, entre várias outras; as opções de pratos principais incluem linguini negro com camarão, picanha, polvo no forno, e naco de atum. Entre as sobremesas, as panacottas e o brownie destacam-se.

Uma típica refeição no Junkembo

Começamos pelo choco frito, uma homenagem a um prato bastante comum em qualquer restaurante luandense. Este é servido com molho cocktail e limão, que prontamente esprememos sobre o ainda estladiço choco. É servido num recipiente que nos faz lembrar as latas de conservas portuguesas, por cima de uma tábua de pedra negra.

Entre os pratos principais, o chef Pedro Espanhol destaca o naco de atum com salada de rúcula com laranja, morango e vinagre balsámico, servido com puré de batata; outro prato que o chef destaca é a sua interpretação do clássico bitoque: naco de vazia coberto pelo ovo escalfado em vez de frito, servido com chips de batata doce e esparregado de espinafre.

Mas para nós, o grande destaque, e um prato diferenciador do Junkembo, é o caril tailandês. É outra das especialidades do chef Espanhol; desconhecemos outro restaurante aqui em Luanda que o faça.

A sobremesa preferida do chef é o Brownie, servido com gelado de baunilha e caramelo.

O que beber...

Opte pela generosa carta de vinhos, a maioria dos quais portugueses, ou os cocktails da casa. Há várias para provar, e os nossos leitores têm dito coisas giras sobre o bar da sala do jantar.

“Nascemos na crise…”

Apesar da crise econômica, em Luanda abrem novos espaços todos os meses. Perguntamos à gerência se a crise não era um empecilho ao pleno desenvolvimento do restaurante. “O Jukembo nasceu na crise,” começa Rita. “Como todas as crises, tem as suas coisas positivas e o Junkembo é a prova disso, não seria o mesmo senão fosse esta crise,” disse.

“Em que sentido?” perguntamos.

“Passo a explicar: talvez se não fosse a crise não teríamos descoberto fantásticos artesãos nacionais que nos apoiaram no desenvolvimento deste projecto. Com a crise temos que repensar menus de forma a garantir que usamos produtos de produção nacional. O pior desta situação são os aumentos dos preços de produtos que não é uma situação contornável de todo.”

A formação da equipa do restaurante, por exemplo, é assegurada pelo gerente, o Sr. Miguel. “Contratamos para gerente um senhor com formação e experiência de 20 anos na área, e tem sido ele que tem se encarregado da formação da equipa,” elabora a gerência. “Contudo, temos enviado colaboradores para formações especificas e assim o continuaremos a fazer; acreditamos que nesta área, como em qualquer outra, para mantermos qualidade teremos que apostar na formação de colaboradores.”

Ao sair…

Sair? Ainda não. Suba para o terraço; é um dos únicos nesta parte da cidade. No terraço do Junkembo não são servidos os pratos principais; é um sítio para petiscar e apreciar um fino, um cocktail, um vinho do porto ou o café do fim da refeição. Mas não só.

“Pretendemos dinamizar o lado cultural do Junkembo numa primeira fase. Estamos a organizar concertos no nosso terraço e passaremos a ter dias fixos semanais com musica ao vivo, para além de DJs,” conclui a proprietária.

E o que nos reserva o futuro…?


“Estamos a desenvolver novos pratos, alguns deles alternativas para veganos e vegetarianos. Os outros planos serão surpresas!”

Características

  • Bar e lounge depois do jantar
  • Bom para grupos
  • Esplanada
  • Eventos
  • Jantar romântico
  • Permitido fumar
  • Terraço

Cozinhas

  • Angolana
  • Fusão
  • Portuguesa

Localização

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