48 horas no Porto: dicas, conselhos e 4 lugares onde comer e beber na cidade invicta Guias

Porto
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 24/05/2018

Este ano (2017) decidimos dar um pulo relâmpago a Portugal e aterramos na lindíssima e surpreendente cidade do Porto. Conhecíamos só de reputação e não é exagero dizer que nos apaixonamos.

Apesar de ser a segunda cidade e o quarto município mais populoso de Portugal, o Porto parece uma daquelas cidades mágicas saídas de um romance, com pequenas ruelas que parecem não dar para sitio nenhum, tectos e edifícios antigos, pessoas idosas sentadas nas suas varandas a ver os turistas a passar enquanto bebem o seu vinho do porto, o sempre lindo Rio Douro das margens do qual podemos ver a Ribeira de um lado e a Vila Nova de Gaia do outro.

Esta cidade foi feita para casais em Lua de mel, passeios com os “kotas”, artistas em busca de inspiração, apreciadores de vinho (é afinal de contas o berço do famoso Vinho do Porto), gente com necessidade de ganhar peso e viajantes com vontade de descansar e relaxar.

Um conselho ou dois:



  • Use o AirBnb para encontrar acomodação, é imbatível no preço e selecção. Senão, recomendamos o booking.com e hotels.com

  • Ande um bocado e use o metro de superfície do Porto, cobre a cidade praticamente toda e costuma estar operacional das 6AM até a 1AM.

  • Em vez de pedir grandes refeições, experimente comer tapas (a escolha é imensa); assim pode facilmente conhecer 3 ou 4 restaurantes…por dia.

  • Se estiver com os trocos contados e quiser tentar negociar os preços de artigos com qualidade um bocadinho mais baixa, dê um pulo até a gigantesca Feira Semanal do Espinho (aberta todas as segunda-feira). Só para perceberem o tamanho, a área dedicada a sapatos tinha cerca de 50 metros, com dois corredores…antes desta área ainda tinha outras com roupa interior, produtos de limpeza, pastas, mobília, queijos e até patos e galinhas. Vale a pena nem que seja só pela experiência.

  • Se quiser fazer compras, note que os preços nos shoppings dos centros turísticos são sempre bem superiores a sítios como Gaia (Gaia shopping, Decathlon) ou ainda Senhora da Horta (Norte Shopping).


Dicas logísticas: 


  • Mais informações sobre turismo em Portugal aqui.

  • Visto: obrigatório para o passaporte Angolano. Recomendamos tratar numa agencia turística, visto que as relações de amor e ódio entre os dois países por vezes dificulta (sem razão) o processo de aquisição de vistos. Mais informações sobre o visto aqui.

  • Cambio 1 USD = 0.85 Euros = 166 Akz na altura em que escrevemos este artigo (Dec 2017)

  • Compre um chip para o telefone assim que aterrar em Portugal. São super baratos e preparados em pacotes para turistas. Mas informem-se sobre o valor a pagar para chamadas. Compramos o nosso na NOS, valido por 30 dias, com internet “todos molhos”. Mas, Facto interessante, a NOS distribui gratuitamente na área de checkin do aeroporto 4 de Fevereiro, em Luanda, uns cartões “Mundo” para uso em Portugal.

  • Transporte no aeroporto:


    • há um stand de táxis fora do aeroporto (ligue para este senhor se precisar de um táxi, recomendamos vivamente: Sr Tiago – 919566515. É muito pontual).

    • Há também a opção de pegar um Metro/shuttle ou autocarros a partir do mesmo.

    • Se tiver acesso a um cartão de credito, recomendamos também o serviço da sempre controversa, mas excelente, Uber.


  • Outros apps essenciais: Luanda Nighlife APP, Google Trips, Google Maps.

  • Site da Tap: https://www.flytap.com/. O bilhete custou-nos 125.594,73 AKZ. Também pode tentar a Taag (www.taag.com) que costuma ter preços competitivos.

  • Por favor, seja um turista responsável. É importante ler o máximo sobre as diferenças culturais próprias do Porto/Portugal: cumprimentar é sempre bem-visto, assim como os “desculpes” e “obrigados”. O nosso “moça” lá transforma-se em “menina”. Em geral as pessoas são mais reservadas do que cá, mas sempre muito respeitadoras e simpáticas.

  • Dica de viajante com experiencia: Leve um casaco, mesmo se estiver calor. Tente não contar calorias durante a sua estadia, os portugueses sabem cozinhar. E bem.


Se só tiver 48 horas, o LNL recomenda: 



  • Comer TUDO! Não, não estamos a exagerar. Esqueça a dieta. Está no Porto, terra da Francesinha, Bacalhau à Gomes de Sá, tripas à moda do Porto, pão de ló, caldo verde…enfim…acho que consegue perceber. Como dizem nos filmes do Star Trek, “resistance is futile” (é inútil resistir).

  • Os nossos pratos preferidos (alguns não necessariamente da região): chouriço assado, todos os pratos com bacalhau e a nossa rainha e tão amada BROA DE AVINTES (escrita com letras maiúsculas porque roubou o nosso coração, “através” do estômago). Compre e leve para casa/hotel, com uma garrafa de vinho do Porto.

  • Como dissemos acima, a melhor maneira de visitar o máximo de restaurantes é pedindo tapas. Se conseguir bater o nosso record (5 restaurantes em 5 horas), tire fotos e ponha no nosso Facebook: #LNLportotapaschallenge

  • Entre refeições, visite: O Mercado do Bolhão (muito parecido com o nosso querido e falecido Mercado do Kinaxixe); Sé Catedral do Porto; Centro Português de Fotografia; Torre dos Clérigos; Casa da Musica; Igreja de São Francisco; passeie de barco pelo Douro; pegue o teleférico do Mosteiro de Vilar/Jardim do Morro; passeie pelo Cais da Ribeira; atravesse a ponte D. Luis I (em cima e em baixo); admire os lindos azulejos espalhados por toda a cidade; perde-te nas milhentas ruelas labirínticas; tente descobrir todos os parques e reservas lindasa espalhados pela cidade (descobrimos um pequenino mas lindo em Gaia, o Parque de São Caetano); tome um café no Majestic; passeie pela Rua Santa Catarina e obviamente, jogue no Euromilhões… é que nunca se sabe…

  • Não passou pelo porto se não visitou uma das caves de vinho do Porto. Recomendamos a Ferreira. Saímos de lá “doutorados” em vinho. 

  • E quanto a Lello… bom, opinião honesta de turista, visite só se quiser realmente perceber porque é considerada uma das livrarias mais bonitas do mundo, portanto pela sua historia e arquitectura. Isto se estiver com paciência para aturar a fila enorme e ainda ter que comprar um bilhete (4 Euros, que dão acesso a um desconto com o mesmo valor se comprar um livro) para entrar. Sim é linda. Confirmamos, vale a pena. Mas se quer comprar um livro com calma e ter uma selecção mais variada e organizada, vá a uma das inúmeras FNAC, Bertrand ou ainda outras mais pequenas espalhadas pela cidade (use o Google Maps).

  • Neste artigo só temos 4 sítios, mas perceba que o que não falta no Porto são restaurantes, bares, pastelarias, geladarias, etc… a escolha é simplesmente astronómica.


Mas se realmente só tem 48 horas, então visite:


Pastelaria Bela Torre


Chegamos aqui por mero acaso. Estávamos chateados por termos desistido da fila enorme da Livraria Lello, quando, ao subirmos a mesma calçada, nos deparamos com um enorme doce na mesa de um cliente desta pastelaria… e bom… decidimos entrar.

A pastelaria Bela Torre fica mesmo na porta a seguir da Lello, portanto é quase impossível não encontrar no mapa.

Decoração


Assim de primeira não tem nada de mais, é uma pastelaria simples, com cadeiras dentro e fora. Mas podemos mencionar um mural simples, numa das paredes, com algumas palavras de Agustina Bessa Luís: “Toda a cidade, com as agulhas dos templos, as torres cinzentas, os pátios e os muros em que se cavam escadas, varandas com os seus restos de tapetes de quarto dependurados e o estripado dos seus interiores ao sol fresco, tem toda ela uma forma, uma alma de muralha.” 

Atendimento 

O atendimento foi rápido apesar de estar cheio. Nesta área não temos nada a reportar. 

Pratos principais

Mesa para dois; ficou tudo por 6.,90 EUR. Pagamos com multicaixa.



  • Palmier

  • Torradas com manteiga

  • sandes mista prensada

  • 1/2 de leite

  • chá

  • agua

  • e o famosíssimo mil folhas, que foi a razão principal de termos decidido entrar. Infelizmente não ficamos extremamente impressionados (senão com o tamanho).


A reter



  • A localização é perfeita, mesmo ao lado da Lello

  • Serviço bom

  • Perfeito para pequeno almoço, lanche, ou para descansar depois de ficar uma hora a espera na fila da Lello.


 A melhorar



  • Nada que nos lembremos


Pastelaria Bela Torre 
Endereço: Rua das carmelitas, 152, mesmo ao lado da Lello
Cozinha: Pastelaria
Preço: Cheap
Classificação LNL: 3,0
Facebook


Bar Soares 


Ao sairmos da Cave Ferreira, que recomendamos vivamente, decidimos parar para recuperar um bocado dos 4 copos de vinho do porto (que tomamos puramente para efeitos de pesquisa, obviamente, 10 Euros, visitas guiadas em várias linguas por 30 minutos, com direito a dois copos de Vinho no fim…) e portanto sentamos neste bar, que no fundo é uma tasca, uma das inúmeras deste lado do Douro (Vila Nova de Gaia)

Decoração

Os bares deste lado do rio não tem cadeiras na parte de dento, as cadeiras ficam todas fora e para sermos honestos, a olho nu, parecem todas iguais, visto que em alguns casos nem separadores têm. Portanto não podemos propriamente falar de “decoração”. Mas o que interessa mesmo é a comida.

Atendimento 

O atendimento foi muito bom, rápido, mas de qualquer forma o menu não era muito extensivo. Mas reparamos que serviam pratos mais completos.

Pratos principais

Mesa para dois: Pagamos um total de 9 Euros, que achamos um bocado caro.



  • Uma excelente alheira com pão a acompanhar

  • dois bolinhos de bacalhau

  • duas aguas


A reter 



  • A comida estava deliciosa

  • As cadeiras dão para a Ribeira e a vista não é má do todo.

  • Fica ao lado de uma lojinha com artigos do FCP (Futebol Clube do Porto), óptimo para os fãs


A melhorar 



  • Decoração inexistente

  • lado a lado de vários outros barzinhos que são iguais, portanto não sentimos personalidade quase nenhuma neste bar/tasca

  • Pelo pouquito que comemos achamos puxado e claramente virado para turistas que vem cá parar (depois de fazerem “pesquisas” aprofundadas sobre o vinho do Porto).


Bar Soares
Endereço: Largo Sampaio Bruno 10
Cozinha: Portuguesa
Preço: Puxado
Classificação LNL: 3,0


Restaurante Pombeiro


Foi-nos altamente recomendado pela nossa guia Portuguesa (obrigado Inês!) e percebemos porquê uma vez dentro.

O restaurante é pequeno e um bocado apertado, mas foi-nos dito que tem dois pisos (fumadores e não fumadores). O que este sitio realmente de especial, para alem de servirem comida tradicional portuguesa, é o ambiente familiar. Não temos bem a certeza, mas pareceu-nos que o staff eram o pai, a mãe e possivelmente a filha. Se estivermos enganados nisto, podemos pelo menos dizer com certeza que a comida estava deliciosa.

Decoração

A decoração é simples e muito engraçada, cheia de fotografias, velharias e de mensagens deixadas por clientes. Adoramos sobretudo o toque dos dizeres na parede, desde os 10 mandamentos da bebida, a frase do dia do menu (“Não é triste mudar de ideias, triste é não ter ideias para mudar” do Barão de Itararé). Muito querido o restaurante.

Atendimento

O atendimento foi excelente, o senhor (que decidimos ser o “pai”) acolheu-nos logo e fingiu ficar muito ofendido quando um de nós mencionou achar o pudim muito pequeno (#Sóquenãoera…..passamos mal para acabar…) 

Pratos principais

Mesa para três: cerca de 40 a 50 EUR



  • Açorda de peixe

  • Robalo grelhado com arroz

  • Alheira de bacalhau com maçã e migas

  • Bolo de bolacha

  • Pudim Abade de priscos

  • Água

  • Coca cola


A reter 



  • A comida estava deliciosa

  • Serviço excelente

  • decoração muito querida e caseira


 A melhorar



  • Nada a declarar, recomendamos vivamente!


Restaurante Pombeiro
Endereço: Rua Capitão Pombeiro, 2184250-371 Porto
Cozinha: Tradicional portuguesa
Preço: Medio
Classificação LNL: 4,0
Website


Bar Bonaparte


Depois de visitarmos a Fortaleza de São João da Foz e de um passeio pela dita (e linda) foz, decidimos entrar neste famoso Bar. É um local onde geralmente os aficionados de desporto e cerveja se reúnem para ver um jogo.


 Decoração 


 A decoração é muito engraçada, o local em si é muito escuro e cheio de tudo quanto é bugiganga relacionada com o mar e afins. Conseguimos, da nossa mesa, ver artigos como gramofones, relógios a corda, tesouras, frascos e garrafinhas vazias, capacetes de escafandros e até uma espada gigante…enfim, se é fã dos piratas das Caraíbas, ou de cerveja, vai-se sentir em casa.


 Atendimento


 O atendimento foi rápido, mas como éramos os únicos clientes, era de esperar.


 Pratos principais


 Mesa para três: Pagamos 35 euros no total.



  • O Bonaparte tem um menu extensivo de bebidas alcoólicas, com destaque para a cerveja;

  • Decidimos então pedir uma Franziskaner Dunkel, que achamos deliciosa e bem leve, e dois mojitos sem álcool.

  • Pedimos também: Presunto, salpicão, queijo Azeitão, camembert, e uma água.


 A reter



  • O menu de bebidas alcoólicas é extenso

  • A decoração, que foi das mais estranhas e ao mesmo tempo engraçadas que vimos


 A melhorar



  • Não vá para aqui se tiver fome, há lugares melhores. Afinal de contas, é um bar.


Bar Bonaparte 
Endereço: Avenida do Brasil, 130, Foz, Porto
Cozinha: Bebida, muita bebida
Preço: Medio
Classificação LNL: ***
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Características

  • Bom e barato
  • Bom para comer sozinho
  • Bom para grupos
  • Esplanada

Cozinhas

  • Portuguesa

Localização

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