Kizaca e Lambula nos pratos de um dos 1.000 Melhores Restaurantes do Mundo Restaurantes

Restaurante Kook, Talatona, Luanda - Luanda
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 10/06/2018


 


16 Janeiro, 2018


Publireportagem


Uma das características que mais apreciamos na cozinha do Restaurante Kook é a constante utilização de ingredientes locais nas suas criações gastronómicas. E pelos vistos não somos os únicos: em Dezembro de 2017, o Kook foi distinguido como um dos 1000 melhores restaurantes do mundo no ranking anual dos autores da lista francesa “La Liste“. A valorização de ingredientes locais, bem como a sua utilização na alta gastronomia, faz parte de uma tendência global que temos visto (e provado) um pouco por todo o mundo, e que tem sido amplamente premiada pela imprensa gastronómica mundial.

O Kook não é alheio a esta tendência. Desde a sua abertura em 2013 que o restaurante tem estado na linha da frente da alta gastronomia em Luanda, mantendo sempre a utilização de ingredientes locais. Contudo, a grave crise económica e cambial que Angola atravessa e a consequente dificuldade na importação de alimentos fez com que o Kook recorresse cada vez mais ao mercado local. Os resultados estão a vista no novo cardápio do espaço.

Nele vemos ingredientes como lambula, jinguba torrada, banana-pão, kizaca e inhame. Vemos combinações entre a cozinha tradicional portuguesa e a cozinha tradicional angolana. Notamos a presença de criações únicas com ingredientes que nunca antes vimos no mesmo prato.

É tudo feito pela talentosa equipa do Kook, que habituou-se a trabalhar numa cozinha minúscula mas muito bem aproveitada. O chef executivo Pedro Rezende Pereira, que já passou pelos restaurantes Assinatura e Sushic, em Lisboa, é o único português na cozinha e é Chef Executivo do Kook desde que o restaurante abriu as portas ao público. O resto da equipa, incluindo a equipa de sushi (o Kook foi votado pelos leitores deste site como o melhor sushi da cidade em 2016) é angolana.

Comparado com os menus anteriores, existe um maior ênfase nas entradas neste novo cardápio. Há seis no total, um número superior aos pratos de peixe (contamos quatro) e os de carne (5). Mas para os apreciadores de doces, as notícias são animadoras: poderá escolher entre sete opções diferentes.

Um dos pratos de peixe que espelha perfeitamente o conceito gastronómico do Kook é o Pargo à vapor, inhame, kitetas e cajú; destacamos também o Polvo assado com arroz de tomate e canela.

Entre as carnes, o Lombo de porco com feijão de óleo de palma, quiabos e pêra é uma criação inesperada, única e invulgar, mesmo ao estilo do restaurante. Onde já se viu feijão de óleo de palma e pêra no mesmo prato? Acontece que a execução, como sempre, é surpreendentemente deliciosa. Outras opções incluem o famoso bife de lombo do Kook e o Peito de pato, lulas, miscaros e batata rena. 

Quando se vai almoçar ou jantar ao Kook, sugerimos guardar sempre espaço para a sobremesa. Não se emocione com as entradas e pratos principais ao ponto de não conseguir provar os saborosos gelados caseiros feitos ali mesmo. Ou então o Tártaro de manga, cahombo, hortelã e lima. Ou ainda o Chocolate, nozes, mel, fuba de bombó e caramelo, que destacamos na foto que segue. Se a escolha for muito difícil (para nós sempre é), deixe tudo nas mãos do chef e opte pela Degustação de sobremesas “pijaminha”. 

Contudo, as maiores novidades estão nas entradas. No Kook, tem a opção de escolher o menu de degustação, com ou sem vinhos. Outra experiência interessante é ir com um grupo de amigos e escolher todas as entradas. Funcionam lindamente como pequenos pratos para partilhar, ao estilo das tapas espanholas.

Todas elas são recomendáveis. Mas há algumas que se destacam pelas suas combinações fora do comum, começando pelo Camarão, côco e jinbuba torrada. As saborosas cabeças de camarão são incluídas no prato e cobertas por lascas de côco, cebola, manjericão e jinguba num caldo de côco que faz lembrar um caril do sudoeste asiático.

Cá em Angola a sardinha é conhecida como lambula e antes era difícil a encontrar nos menus dos restaurantes locais. Como os tempos mudam. É o principal ingrediente numa das outras entradas do Kook: a Lambula, algas, batata, pimentos e mexilhão. Pequenos pedaços de pão torrado (croutons) finalizam a composição deste prato que acaba por ter um sabor familiar mas ao mesmo tempo novo. É comum a batata rena acompanhar sardinhas grelhadas, mas o mexilhão adiciona uma textura inesperada.

Choco grelhado e frito num caril…picante é a interpretação do Kook do clássico choco frito angolano, mas numa roupagem diferente graças a inclusão do caril. Já o Pato com chouriço, kizaca e banana pão é uma invenção do chef e mais uma combinação de ingredientes que nunca antes tínhamos visto no mesmo prato. A kizaca é confeccionada na sua forma tradicional, a banana é cortada em cubos e o pato é desfiado, misturado com o chouriço e frito. Recomendamos.

As constantes mudanças do menu do Kook são um excelente sinal da criatividade e capacidade de reinvenção desta equipa luso-angolana e demonstram o à vontade que ela tem com a utilização de ingredientes tão familiares em criações tão inesperadas. Tal criatividade valeu ao restaurante um reconhecimento a nível global. E reparem que nem sequer entramos na vertente do sushi…fica para outro artigo. Até lá, tem todo um novo menu para explorar.

Bom apetite!

Nota: Em breve o Kook vai abrir um novo restaurante no espaço que era anteriormente ocupado pelo Restaurante Mirage, no Edifício Deana Day Spa, Marginal de Luanda. O menu será igual ao Kook de Talatona.


Características

  • Bom para comer sozinho
  • Estacionamento
  • Eventos
  • Jantar romântico
  • Ocasiões especiais
  • Permitido fumar

Cozinhas

  • Angolana
  • Japonesa
  • Portuguesa

Localização


Belas Business Park, Edifício Moxico | Belas Business Park, building Moxico

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