O 8° Jantar Nómada by LNL: Seven Senses Restaurantes

Seven Senses, Maianga, Luanda
 17/02/2020

Poucos dias restam para o próximo jantar nómada e, como sempre, a necessidade aguça o engenho e, esperamos nós, a criatividade, de forma a tornar mais apelativas estas nossas crónicas, que desta feita teve pelo menos dois momentos deliciosos.

O primeiro deles começou a desenhar-se logo na receção aos convidados, no momento em que um casal, caloiro nestes jantares, se mostrou intimidado pelo tamanho da mesa, balbuciando que não estavam à espera de um evento onde teriam de se expor tanto, ao ponto de ter de partilhar uma mesa com os outros comensais… ou foi pelo menos isto que entendemos… aproveitamos este introito para alertar os futuros caloiros que sim, a ideia é mesmo “obrigar” os convidados a dialogar e se darem a conhecer uns aos outros. Não acham que já basta de alienação como a que temos com os telemóveis?

A estória foi ficando cada vez mais deliciosa com o passar do tempo e dos vinhos, dizemos nós que não gostamos de intrigas, pois não só se mostraram muito comunicadores com os vizinhos como foram os mais curiosos em relação aos vinhos apresentados, colocando pertinentes perguntas em quase todos os momentos e, em crescendo até ao final, não tiveram pejo em demonstrar o quão prazerosos estava a ser o jantar, algo que nos deixa, como poderão imaginar, muito, mas muito satisfeitos.

Atingida a meia hora de tolerância para o início destes jantares, demos início ao mesmo. No primeiro momento, foi servido um Carpaccio de salmão que vinha temperado com azeite, adicionando assim gordura à gordura do peixe. O vinho escolhido pelo sommelier, o MR superior branco 2016, tinha aquilo que ele considerava essencial para a harmonização, uma boa acidez aliada a algum corpo e untuosidade transmitida pela madeira das barricas onde estagia uma parte do vinho e que não fosse em demasia de forma a não atropelar o prato. Cremos ter sido conseguido um bom casamento, a justificar a dupla apresentação deste vinho, mas como dizem as nossas mães, o que é doce nunca amargou…

Seguiu-se uma Garoupa à Inglesa com Batata Lionesa que sendo um prato que nos deixava a boca com mais sabor também exigia um vinho com mais corpo. Escolhemos o vinho branco Monte da Ravasqueira Reserva de Família 2016, que se mostrou, tal como o anterior, em plena forma, apresentando as notas mais evidentes ao fumo da madeira, como era esperado e exigido.

O momento seguinte começou com a apresentação do prato: Lombinho de Vitela ao Porto com Arroz de Passas e Juliana de Couve, Feijão-verde e Cogumelos que pedia um vinho mais encorpado, de preferência com taninos para ligar com a proteína da carne vermelha, o que nos levou, obviamente, a um vinho tinto, neste caso, o Periquita Superyor 2015, um vinho feito com a casta Castelão e que se apresentou um pouco mais adstringente que o esperado. Nada que a carne não “encaixasse”, mas que ainda assim preocupou o nosso sommelier. No entanto e como tantas vezes acontece, a realidade supera a imaginação, acontecendo aqui o segundo momento delicioso da noite quando um conviva declarou que nunca bebe vinho tinto e estava a adorar aquele vinho, fazendo assim com que mais um preconceito se esbatesse, o que muito nos deixa orgulhosos e quem nos dera conseguir isso mesmo em muitos outros momentos e aspetos da vida…

O momento doce veio a seguir com a apresentação do Pão-de-ló à Moda de Ovar com Gelado de Canela que estava bem fofo e com o gelado a ligar muito bem. O vinho escolhido, o segundo da Casa José Maria da Fonseca, a mais antiga família portuguesa em laboração contínua na produção de vinho, foi um delicioso moscatel, que mesmo sendo uma gama de entrada mostrou notas deliciosas como a laranja amarga ou de casca de laranja associadas ao doce típico do moscatel. Bela harmonização a finalizar mais um belo momento de convívio. Obrigado a todos pela vossa presença.

NOTA: Estes artigos serão escritos a quatro mãos de forma a transmitirmos as várias sensibilidades colhidas durante o evento. Alguma incoerência pode pois aparecer na apreciação de algumas situações.

Sobre os Jantares Nómadas by LNL: Esta iniciativa é uma colaboração entre o LNL e o Clube Nómada, do conhecido escanção Hildérico Coutinho, onde saem todos a ganhar: o LNL escolhe o restaurante, o chef escolhe os pratos, o Clube Nómada escolhe os vinhos e você, leitor, usufrui! Como funciona: durante o jantar é servido um menu de degustação de 4 pratos; cada prato é harmonizado com um vinho diferente. Pelo caminho há sempre algumas supresas...

Características

  • Evento profissional
  • Eventos
  • Experiência Premium
  • Ocasiões especiais
  • Preferido do LNL
  • Vinho a copo

Cozinhas

  • Portuguesa

Localização

Comentários (0)

Novo Comentário

Contactos

1 pessoas marcaram este sítio